Michelli Soares e a filha Manuella — capa da Revista A Comarca Dia das Mães 2026
Foto: Bela Lima Maio 2026  ·  Ano 102  ·  Nº 23

Um sonho realizado

Com a chegada de Manuella, Michelli Soares — primeira mulher comentarista de rodeio do país — assume o papel mais importante de sua vida.

Publicidade Predilecta

A base do trabalho

Sérgio Gabriel
Sérgio Gabriel
Diretor e Editor

Ao analisarmos a pauta de reportagens que estrutura o conteúdo editorial desta 23ª edição da Revista A Comarca – Dia das Mães, concluímos que o trabalho se apresenta como uma das principais bases de atuação das mães que protagonizam as matérias produzidas. Além de nortear caminhos profissionais, ele proporciona uma relação distinta de aprendizado, parceria e responsabilidade mútua entre mães e filhos que, por muitas vezes, atravessa gerações e se estabelece como referência – até mesmo como identidade – de uma família com o seu ofício.

Esse contexto é especialmente retratado na reportagem 'Laços que constroem legados', de autoria da jornalista Natali Galvão, que destaca as relações familiares e profissionais desenvolvidas por Elza e Angela Fragali (Genial), Meire e Daniel Jardim (Despachante Bandeirantes) e Idalina, Matheus e Thiago Bellotti (Libell Eletrodomésticos). Suas histórias revelam que, por trás de cada negócio familiar, são encontrados exemplos de dedicação, respeito, parceria e amor acrescentados ao que existe de mais importante: os laços entre mãe e filho.

Chamamos atenção também para a matéria escrita pelo jornalista Rogério Bordignon sobre o excelente 'Projeto Afrobaobá - Rede de Formação de Meninas Cientistas', desenvolvido no IFSP-Matão, sob coordenação da professora Valquíria Tenório. A proposta articula pesquisa, cultura e atuação comunitária a partir do estudo do Baobá, árvore símbolo da ancestralidade africana, além de incentivar a ciência na prática. "O projeto se consolida como uma pesquisa organizada e voltada à formação científica de meninas. Nosso objetivo é de que as estudantes não somente aprendam ciência, mas se reconheçam como cientistas", afirma Valquíria.

Apresentadora, jornalista e primeira mulher comentarista de rodeio no Brasil, Michelli Soares sempre teve o desejo de ser mãe. "Por muito tempo, o trabalho acabou servindo como pretexto para adiar a realização desse sonho. No entanto, com a maternidade, me tornei muito mais disciplinada e hoje consigo dar conta de tudo", comenta Michelli, que precisou recorrer ao método de Fertilização in Vitro para engravidar. Após a tristeza de uma gestação interrompida, ela e o marido Cristiano Vieira persistiram e a pequena Manuella nasceu em dezembro de 2023.

Hoje, com dois anos e quatro meses, a filha acompanha os pais em todos os compromissos pelo mundo dos rodeios, a bordo de um trailer. O período difícil enfrentado por Michelli durante a gravidez e a sua atual rotina como mãe são descritos pela jornalista Mariluci Schiavetto na reportagem que ilustra a capa desta edição, que também traz um artigo assinado pela médica ginecologista Mariana Trevisan e uma receita especial para o Dia das Mães apresentada pela chef Amanda Botelho, além das tradicionais seções 'Gente & Cia' e 'Social Night' produzidas pelas colunistas sociais Ester Cassiano e Cássia Manzi.

Parabéns a todas as mães!

Assinatura Sérgio Gabriel

Nesta edição

Publicidade
Publicidade
Residencial Guaporé Residencial Guaporé
Publicidade

Foto: Natali Galvão

Angela e Elza Fragali Foto: Natali Galvão
Angela e Elza Fragali  ·  Genial Presentes
Meire e Daniel Jardim Foto: Natali Galvão
Meire e Daniel Jardim  ·  Despachante Bandeirantes
Idalina, Matheus e Thiago Bellotti Foto: Natali Galvão
Matheus, Idalina e Thiago Bellotti  ·  Libell Eletrodomésticos

Laços que constroem legados

Histórias de mães e filhos que transformam o trabalho em herança, parceria e continuidade

Conciliar maternidade e trabalho nunca foi uma tarefa simples – e, para muitas mulheres, esse desafio se tornou ainda maior ao assumir a responsabilidade de empreender. Entre rotinas intensas, filhos crescendo dentro dos próprios negócios e decisões que impactam tanto a família quanto a empresa, essas mães construíram muito mais do que histórias profissionais: construíram caminhos. Com o passar dos anos, os filhos – que antes acompanhavam de perto o dia a dia entre balcões, escritórios e atendimentos – passaram a ocupar espaços estratégicos dentro das empresas. Cada um, à sua maneira, trouxe novas ideias e inovações, sem abrir mão dos valores aprendidos desde cedo. As histórias a seguir revelam que, por trás de cada negócio familiar, existem ensinamentos que não estão nos manuais, como exemplos de dedicação, respeito, parceria e amor. Tratam-se de relatos de conexão, em que o trabalho aproxima, transforma e perpetua o que há de mais importante: os laços entre mãe e filho.

Elza e Angela Fragali

Genial Presentes

No ano de 1981, o que começou como uma oportunidade para conciliar maternidade e trabalho se transformou em uma trajetória marcada por sucesso e companheirismo. À frente da Genial Presentes, Elza Mancini Fragali (75 anos) e sua filha Angela Priscila Fragali Alvarez (45) construíram mais do que um negócio: criaram uma história de vida compartilhada entre balcões, clientes e laços familiares fortalecidos ao longo de décadas. A história da loja teve início em um momento de transição na vida de Elza. Ela relembra que decidiu adquirir a Genial quando estava desempregada, dedicando-se integralmente à maternidade. “Foi uma forma de conseguir conciliar o profissional com o maternal”, conta. Na época, o desafio financeiro foi o principal obstáculo, já que o universo do empreendedorismo ainda era novo para ela.

A solução encontrada foi integrar completamente a vida pessoal com a profissional. Morando nos fundos da loja, Elza conseguiu acompanhar de perto o crescimento das filhas, que passaram a fazer parte do cotidiano do negócio desde muito cedo. Angela, a primogênita, praticamente cresceu entre vitrines e balcões. “Eu, literalmente, brincava de lojinha”, relembra, ao contar que suas brincadeiras de infância envolviam atender clientes e acompanhar os pais em viagens de compras e eventos do setor. Não houve um momento exato em que Angela decidiu seguir os passos da mãe; a escolha aconteceu de forma natural, quase inevitável. “Quando vi, já estava aqui. Acho que não tinha como ser diferente”, afirma. Para Elza, também não houve surpresa. “Ela praticamente nasceu dentro da loja”, diz, destacando o interesse e a dedicação da filha desde cedo.

A parceria entre mãe e filha se fortaleceu com o tempo e se tornou um dos pilares da empresa. Apesar de terem estilos e pensamentos que, em alguns momentos, divergem, ambas enxergam isso como um ponto positivo. “Uma complementa a outra em prol do melhor para a empresa”, explica Elza. No dia a dia, a sintonia é evidente. Angela define a relação de trabalho como uma extensão da relação familiar: “Ela pensa e eu realizo; eu apresento as ideias, e ela sempre me apoia”. A confiança mútua também se reflete no atendimento ao público, um dos principais valores transmitidos de geração em geração. “O cliente é o nosso bem maior”, destaca Angela, reforçando um dos ensinamentos mais importantes herdados da mãe.

Com o passar dos anos, a empresa também se adaptou às novas demandas do mercado. Angela trouxe a modernização por meio do digital, mas sem abrir mão do atendimento próximo e humanizado. “Temos o digital, mas operado por pessoas”, resume. A continuidade do negócio nas mãos da filha representa, para Elza, mais do que segurança; é a certeza de que todo o esforço dedicado ao longo dos anos seguirá vivo. “É saber que tudo o que construímos estará em boas mãos”, afirma, mencionando também o papel do marido José Antonio Fragali nessa trajetória.

Para Angela, dar sequência ao legado da mãe é motivo de orgulho e responsabilidade. Ela destaca o carinho das clientes, muitas das quais acompanham a loja desde o início e compartilham histórias vividas com Elza. “Tenho o privilégio de atender pessoas que um dia foram atendidas pela minha mãe”, conta. Entre desafios, conquistas e muitas histórias compartilhadas, Elza e Angela construíram uma relação que vai além dos laços familiares e profissionais. Unidas pelo mesmo propósito, elas definem a trajetória com duas palavras que resumem décadas de dedicação: sucesso e companheirismo. Neste Dia das Mães, a história das duas reforça que, quando amor e trabalho caminham juntos, o resultado é um legado que atravessa gerações.

“Uma complementa a outra em prol do melhor para a empresa.”
— Elza Fragali
Angela e Elza Fragali Foto: Natali Galvão

Angela e Elza Fragali

Publicidade
Meire e Daniel Jardim Foto: Natali Galvão

Meire e Daniel Jardim

Meire e Daniel Jardim

Despachante Bandeirantes

O que começou em 1982, a partir de uma união familiar, transformou-se em uma trajetória marcada por trabalho, desafios e continuidade. À frente do Despachante Bandeirantes, Meire Loide Mariani Jardim (64 anos) e seu filho Daniel Vitor Mariani Jardim (35) representam duas gerações que encontraram, no mesmo caminho, propósito, aprendizado e conexão – dentro e fora do ambiente profissional. A história de Meire no negócio começou ao lado do marido Osmar Jardim, já atuante como despachante documentalista. Foi a partir desse momento que ela passou a integrar a empresa, dando início a uma jornada construída com dedicação e resiliência.

No começo, os desafios foram muitos. Conquistar clientes e aprender a gerir o próprio negócio exigiram esforço e adaptação. “Foi um período de aprendizado”, relembra Meire. Ao mesmo tempo, ela também enfrentava a missão de conciliar a maternidade com a rotina intensa de trabalho – uma tarefa que exigiu renúncias e disciplina. “Muitas vezes, precisei abrir mão do descanso para dar conta de tudo”, cita. Mesmo sem planejar que o filho seguisse seus passos, o ambiente familiar acabou influenciando naturalmente Daniel, que frequentava o escritório desde pequeno e ainda guarda na memória as brincadeiras nas antigas máquinas de escrever. Ainda assim, a decisão de ingressar no negócio não foi imediata. “Quando me formei, percebi a dificuldade de consolidar um escritório em outra área, enquanto já havia um negócio estruturado na família”, explica. A escolha veio acompanhada de dúvidas, mas também de um senso de responsabilidade diante do legado construído.

A reação de Meire, inicialmente, foi de cautela. “No começo, eu não queria que ele seguisse esse caminho, por saber das dificuldades”, admite. No entanto, diante das circunstâncias familiares e da dedicação do filho, ela passou a enxergar a decisão com orgulho e confiança. Hoje, Meire avalia Daniel como um profissional comprometido e determinado. A semelhança entre os dois aparece na dedicação ao trabalho, enquanto as diferenças se destacam na modernização do negócio. Daniel trouxe novas ideias e incorporou a tecnologia a processos que antes eram totalmente manuais, contribuindo para uma nova fase da empresa.

A convivência diária no trabalho fortaleceu ainda mais os laços entre mãe e filho, embora não esteja livre de desafios. “Às vezes, discutimos, mas logo nos reconectamos”, conta Daniel. Para ambos, o diálogo e o respeito são fundamentais para equilibrar as relações pessoais e profissionais. Além da rotina compartilhada, há também o peso – e o orgulho – da continuidade. Daniel reconhece a responsabilidade de dar sequência ao que foi construído ao longo de décadas. “Estamos em outra época, com novas dificuldades, e isso exige esforço diário para manter o negócio”, afirma.

Os ensinamentos transmitidos por Meire seguem como base dessa trajetória. Persistência, honestidade e compromisso com os clientes são valores que atravessam gerações e sustentam o crescimento da empresa. Para Meire, ver o trabalho ganhar continuidade na próxima geração é a confirmação de que todo o esforço valeu a pena. Para Daniel, é a oportunidade de honrar essa história e projetá-la para o futuro. Entre desafios superados e conquistas compartilhadas, mãe e filho definem essa caminhada com palavras que se complementam: superação e perseverança, marcas de um legado construído com trabalho, amor e parceria.

“Às vezes discutimos, mas logo nos reconectamos.”
— Daniel Jardim
Publicidade

Idalina, Matheus e Thiago Bellotti

Libell Eletrodomésticos

Para Idalina Líbero Bellotti (51 anos), o desafio de conciliar maternidade e empreendedorismo foi vivido intensamente – inclusive, trabalhando até a véspera do nascimento dos filhos. Hoje, ao lado de Matheus Henrique Líbero Bellotti (26) e Thiago Augusto Líbero Bellotti (19), ela e o marido Emerson Bellotti celebram não apenas o crescimento da Libell Eletrodomésticos, mas também a continuidade de um legado construído com esforço, valores e união familiar. A trajetória profissional de Idalina começou na área administrativo-financeira da empresa da família. O início, no entanto, foi marcado por desafios significativos, principalmente na adaptação ao trabalho por conta própria. “Tudo era novo”, relembra, destacando que o maior obstáculo foi justamente assumir a responsabilidade de empreender.

Paralelamente, a maternidade exigia ainda mais dedicação. “Foi muito difícil, mas valeu a pena”, afirma. A rotina exigente, no entanto, nunca a afastou dos filhos – pelo contrário, aproximou-os do universo do negócio desde cedo. Crescendo em meio às conversas sobre a empresa e acompanhando o dia a dia da mãe, Matheus e Thiago foram, aos poucos, criando identificação com o trabalho. Para Matheus, o envolvimento aconteceu de forma natural. “Desde os 12 anos, eu já participava e sempre tive gosto por essa atividade”, conta. Hoje, ele atua no setor de compras e desenvolvimento de produtos, sendo responsável por iniciativas como importação, exportação e ampliação do portfólio, incluindo novos eletroportáteis.

Thiago, por sua vez, seguiu um caminho complementar, alinhado às novas demandas do mercado. Com olhar voltado para o digital, ele assumiu a frente das plataformas de e-commerce da empresa, contribuindo para a expansão das vendas online. “Trouxe ideias novas e melhorias nos processos”, explica. A soma de diferentes habilidades é vista por Idalina como um dos grandes diferenciais da empresa. “Eles são parecidos comigo na eficiência e diferentes na agilidade”, analisa. Para ela, ver os filhos assumindo papéis estratégicos é motivo de orgulho e segurança. “Hoje, trabalhamos para que, no futuro, a empresa seja conduzida por eles”.

No ambiente de trabalho, a convivência familiar traz tanto proximidade quanto desafios. A separação entre o pessoal e o profissional nem sempre é simples, mas, para a família, isso faz parte do processo. “Dentro de casa, muitas vezes continuamos falando sobre o trabalho”, admite Matheus. Ainda assim, todos concordam que essa convivência fortalece os laços e contribui para o crescimento coletivo. Com 100 colaboradores diretos e mais de 150 indiretos, a empresa carrega também uma responsabilidade social significativa – algo que é levado a sério pelas novas gerações. “Não é um peso, mas uma grande responsabilidade”, ressalta Matheus.

Os ensinamentos de Idalina seguem como base para essa continuidade. Dedicação, disciplina, responsabilidade e respeito são valores constantemente reforçados. “O trabalho enriquece o ser humano”, afirma a mãe, destacando a importância de transmitir não apenas conhecimento técnico, mas também princípios de vida. Para Thiago, esse aprendizado vai além da profissão. “Tenho muito orgulho dela, não só como mãe, mas como profissional”, diz. Já Matheus reforça a influência direta da mãe em sua trajetória: “Tudo o que conquistei vem do exemplo dela”.

Entre desafios superados, conquistas compartilhadas e um futuro em construção, a história de Idalina, Matheus e Thiago é um retrato da força da maternidade aliada ao empreendedorismo. Mais do que uma empresa, eles construíram um legado sustentado por valores e pela união. Em uma palavra – ou em várias –, essa trajetória pode ser definida como vitória, evolução e parceria, marcas de uma família que cresce junta, dentro e fora do trabalho.

“Tudo o que conquistei vem do exemplo dela.”
— Matheus Bellotti
Idalina, Matheus e Thiago Bellotti Foto: Natali Galvão

Idalina, Matheus e Thiago Bellotti

Raízes na África e sementes para o futuro

‘Projeto Afrobaobá — Rede de Formação de Meninas Cientistas’

Projeto Afrobaobá Foto: Arquivo
Abraço ao Baobá, no IFSP-Matão. Projeto articula pesquisa científica, formação estudantil e atuação comunitária

O ‘Projeto Afrobaobá - Rede de Formação de Meninas Cientistas’, desenvolvido no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP-Matão), foi aprovado no Edital nº 267/2025 - Edital de incentivo às Meninas nas Ciências. Os projetos selecionados serão desenvolvidos em 2026 e 2027, contando com bolsas para seis estudantes (por iniciativa), além de recursos para aquisição de materiais, fortalecendo a estrutura de pesquisa e formação científica. “Esta iniciativa institucional destina R$ 188 mil para fomentar projetos voltados à articulação entre pesquisa, ensino, extensão e inovação, com o objetivo de ampliar a participação feminina nas áreas STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática)”, cita a professora Valquíria Pereira Tenório, que leciona Sociologia no IFSP-Matão.

Doutora em Sociologia pela UFSCar, com experiência internacional, Valquíria desenvolve projetos nas áreas de educação, leitura e relações étnico-raciais. Mãe de Luís Eduardo Tenório de Oliveira (14 anos) e esposa de Edmundo Alves de Oliveira, ela coordena o Clube de Leitura Ubuntu e o Projeto Afrobaobá, articulando ciência, cultura e transformação social. Sobre o Projeto Afrobaobá, Valquíria foi entrevistada pela Revista A Comarca - Dia das Mães.

R$ 188k
Investimento aprovado
6
Estudantes bolsistas
27
Mudas em viveiro
Toronto
Parceria internacional

O que engloba o Projeto Afrobaobá?

A proposta articula pesquisa científica, formação estudantil e atuação comunitária a partir do estudo do Baobá (Adansonia digitata), árvore símbolo de ancestralidade, memória e resistência nas culturas africanas e afro-diaspóricas. Mais do que investigar uma espécie vegetal, o projeto propõe uma experiência formativa completa, na qual as estudantes participam ativamente da produção do conhecimento científico, desde a coleta de dados até a análise, interpretação e comunicação dos resultados. O projeto integra diferentes áreas do conhecimento e se estrutura como uma rede multicampi do IFSP, envolvendo docentes, estudantes e instituições parceiras em uma investigação científica aplicada e de caráter longitudinal.

Qual a origem e a trajetória do projeto?

O Projeto Afrobaobá não surge de forma isolada. Ele é resultado de um percurso construído ao longo dos últimos anos no IFSP-Matão, a partir de experiências anteriores de pesquisa e extensão que já articulavam ciência, educação e cultura. As primeiras ações envolveram o cultivo de mudas de Baobá, o acompanhamento de exemplares plantados no município e o desenvolvimento de atividades educativas com estudantes, aproximando-os da investigação científica e do debate sobre memória, ancestralidade e meio ambiente. Essas iniciativas deram origem a projetos anteriores, como ‘Baobá: Raízes Ancestrais’ e ‘Afrobaobá: Saberes que Brotam entre Cultura e Meio Ambiente’, que evidenciaram o potencial formativo e científico da proposta, especialmente no engajamento de estudantes – em particular, meninas – com práticas investigativas. A experiência acumulada nesses projetos demonstrou que, quando as estudantes são inseridas em atividades concretas de investigação, há maior identificação com a ciência, fortalecimento da autonomia intelectual e ampliação do interesse por áreas científicas. A partir dessa trajetória, o projeto atual se consolida como ampliação e aprofundamento dessas experiências, estruturando-se como uma pesquisa organizada em rede multicampi e voltada à formação científica de meninas.

Qual o objetivo da proposta?

É o de desenvolver uma investigação científica aplicada e de caráter longitudinal sobre exemplares adultos e mudas de Baobá no município de Matão, associando produção de dados ambientais e botânicos à formação de meninas nas áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM).

Como o projeto funciona na prática?

O ‘Afrobaobá’ organiza-se como uma pesquisa científica contínua e estruturada a partir do acompanhamento sistemático de árvores e mudas ao longo do tempo. O Campo de Estudo constitui-se de três exemplares adultos de Baobá existentes no município de Matão, incluindo um no Campus do IFSP; 27 mudas cultivadas em viveiro institucional e produção de novas mudas a partir de sementes. Há o Monitoramento Científico, em que as estudantes realizam medições quinzenais, seguindo protocolos científicos padronizados como altura e diâmetro do caule; registro fenológico – queda e emissão de folhas; presença de flores e frutos; condições de luminosidade; variáveis climáticas; características do solo e registro fotográfico sistemático. Esse acompanhamento permite a construção de uma base de dados longitudinal, ainda pouco existente no Brasil para essa espécie. No quesito Produção e Análise de Dados, o projeto contempla todas as etapas do fazer científico – organização de banco de dados multicampi; produção de planilhas, gráficos e análises estatísticas; modelagem matemática do crescimento das plantas; interpretação dos dados em diálogo com literatura científica. Cada campus participa de uma etapa específica, promovendo integração entre áreas.

E quanto à formação das estudantes?

As estudantes bolsistas e voluntárias participam de forma ativa no planejamento da pesquisa; coleta e registro de dados; identificação botânica; leitura de textos científicos; produção de relatórios e apresentação em eventos acadêmicos. A proposta rompe com a lógica tradicional de ensino, permitindo que as estudantes vivenciem a ciência como prática.

“Nosso objetivo é de que as estudantes não somente aprendam ciência, mas se reconheçam como cientistas.”
— Profa. Valquíria Pereira Tenório

Por onde se ramifica a Rede Multicampi do projeto?

O ‘Afrobaobá’ envolve diferentes unidades do IFSP em municípios paulistas: Matão, com a coordenação e coleta de dados; São José do Rio Preto, análise matemática e estatística; Araraquara, organização e visualização de dados; e Registro, análise ambiental e ações educativas. O projeto se articula com diferentes instituições parceiras: Secretaria Municipal de Educação e Cultura de Matão; escolas públicas parceiras; Sesc-Araraquara/Programa Florestar; e a Universidade de Toronto, no Canadá.

Há o plantio de mudas. Para onde elas serão destinadas?

Há uma estrutura colaborativa e interdisciplinar que estabelece a adoção científica de mudas de Baobá, pois um dos diferenciais do projeto é a destinação científica de mudas. Entre 10 e 15 mudas serão destinadas a instituições parceiras que passam a integrar a pesquisa, realizando registros periódicos e envio de dados. Essa ação amplia o campo empírico e transforma o Projeto Afrobaobá em uma rede de investigação distribuída. Há também outros diferenciais como a produção de dados científicos inéditos; formação prática de estudantes como pesquisadoras; integração entre ciência, educação e território; rede multicampi e internacional e a articulação com educação antirracista.

Além de você na coordenação, como se constitui a equipe do projeto?

No IFSP-Matão, além de mim, a equipe é formada pelos professores-doutores Felipe Batistella Filho (Agronomia), Mauro Prato (Biologia), Ione Arsenio da Silva (Pedagogia) e pelo professor mestre Antonio Marcos Martins (História). No IFSP-Araraquara, pela professora-doutora Renata Maria Porto Vanni (Ciência da Computação). No IFSP-Registro, pela professora-doutora Fernanda Cristina dos Santos Tibério (Biologia). No IFSP-Rio Preto, pela professora mestra Andréia Cristina Fidelis de Souza (Matemática). Há a colaboração internacional do doutor Bruno Rafael Véras de Morais e Silva, da Universidade de Toronto (Canadá). Contamos com estudantes: seis bolsistas e até 12 voluntárias.

Onde foi germinado o ‘Afrobaobá’? Qual a sua essência?

O Projeto Afrobaobá não começou agora. Ele é fruto de um caminho que vem sendo construído há anos, entre projetos, estudantes, plantios e encontros. O ‘Afrobaobá’ nasce do encontro entre ciência e memória, pois ao cultivar uma árvore, cultivamos também histórias, identidades e formas de conhecer o mundo. Nosso objetivo é de que as estudantes não somente aprendam ciência, mas se reconheçam como cientistas. A pesquisa não está separada da escola pública; ela acontece com a escola, com estudantes e com o território. O Baobá, nesse projeto, não é somente objeto de estudo; é também símbolo de pertencimento, memória e futuro.

O Baobá do IFSP-MatãoFoto: Arquivo
O Baobá do IFSP-Matão. Árvore simboliza ancestralidade, memória e resistência nas culturas africanas
Equipe Afrobaobá Foto: Arquivo
Partilha. Estrutura colaborativa e interdisciplinar estabelece a adoção e destinação científica de mudas

Equipe

Integrantes da equipe Foto: Arquivo
Integrantes da equipe Foto: Arquivo

Integrantes da equipe. Projeto integra docentes e estudantes de quatro campi do IFSP, parceiros e a Universidade de Toronto (Canadá)

Antonio Marcos Martins, Felipe Batistella Filho e Valquíria Pereira Tenório Foto: Rogério Bordignon
Antonio Marcos Martins, Felipe Batistella Filho e Valquíria Pereira Tenório. Para a coordenadora, “o ‘Afrobaobá’ nasce do encontro entre ciência e memória”
Valquíria Tenório, Ignácio de Loyola Brandão e Itamar Vieira Junior Foto: Arquivo
Incentivadores ilustres. A coordenadora Valquíria Tenório entre os escritores Ignácio de Loyola Brandão e Itamar Vieira Junior
Publicidade · Prefeitura Municipal de Matão Prefeitura de Matão

Como lidar com a menopausa

A ginecologia é uma especialidade que nos permite acompanhar a mulher em todas as suas fases, da adolescência até a senilidade, cada uma delas com seus cuidados específicos.

Após a famosa ‘virada de chave’ ao completar os 40 anos, é possível perceber que algumas coisas começam a ficar um pouquinho diferentes: o cansaço aumenta, perder aquela barriguinha se torna cada vez mais difícil, pegar no sono e conseguir dormir mais de seis horas diretas sem acordar no meio da noite vira um desafio, um calor que ar condicionado nenhum resolve, a disposição que não existe mesmo fazendo as mesmas coisas de antes, e a libido então…

Eis que de repente a menstruação começa a espaçar cada vez mais, até que você se pergunta: o que está acontecendo comigo? Ela chega de fininho, como quem não quer nada, vai se acomodando devagar, mas infelizmente chega para ficar — a tão temida menopausa!

Sintomas comuns

  • Ondas de calor
  • Insônia
  • Fadiga
  • Oscilações de humor
  • Baixa libido
  • Ressecamento vaginal
  • Irregularidade menstrual

Mas não se desespere, pois felizmente ela tem tratamento e, às vezes, é mais simples do que você imagina. Atualmente, os tratamentos são bastante individualizados (e não — o que sua amiga toma talvez não seja o melhor para você), tentando sempre amenizar os sintomas que vão aparecendo e promover uma melhora importante da qualidade de vida — afinal, os sintomas menopausais podem durar um, cinco ou até dez anos, a depender dos casos.

“Atualmente, os tratamentos são bastante individualizados.”

A Terapia de Reposição Hormonal (TRH, para os íntimos) pode utilizar tanto hormônios quanto medicações não hormonais — e ajuda a controlar especialmente as ondas de calor, noites mal dormidas e oscilações de humor. Sua prescrição deve ser feita por um profissional habilitado e requer acompanhamento anual (incluindo exames de rastreio para manutenção do tratamento), individualizando as doses e a forma de aplicação para cada paciente.

E caso você não apresente nenhum sintoma, isso não quer dizer que não mereça tratamento, viu! É importante ficar de olho na reposição e manutenção de cálcio (sim, infelizmente, nossa massa óssea vai diminuindo com a queda dos hormônios), assim como intensificar atividades de força como a musculação. Tratar o ressecamento vaginal mesmo antes dele aparecer ajuda a evitar desconfortos durante a relação sexual, ardência ao urinar e futuros exames ginecológicos.

E não esqueça de fazer seus exames anuais — eles são essenciais para o rastreio de doenças como o câncer de mama, câncer de colo de útero, dentre outras patologias do aparelho feminino.

Afinal, chegar aos 50 anos nos dias de hoje não significa estar velho; significa estar bem cuidado para encarar mais algumas décadas que estarão por vir, principalmente se a saúde estiver em dia. Envelhecer com saúde é um privilégio que todos merecem ter.

Dito isso, já foi visitar seu ginecologista nesse ano?

Publicidade
Michelli Soares
Destaque de Capa  ·  Edição Nº 23

Michelli Soares vive o sonho da maternidade

Primeira mulher comentarista de rodeio do Brasil, ela assume o papel mais importante de sua vida

Foto: Bela Lima

Manuella e Michelli. “Com a maternidade, me tornei muito mais disciplinada e consigo dar conta de tudo”

Michelli Soares sempre sonhou com a maternidade, mas, por muitos anos, priorizou a carreira profissional. Ao longo de sua trajetória, foi coroada Miss em 28 ocasiões. É apresentadora, jornalista, publicitária, influenciadora e tornou-se a primeira mulher comentarista de rodeio do Brasil. Atualmente, integra a equipe do Velocidade na Terra (VNT) Brasil como repórter, cobrindo provas de autocross e kartcross; é apresentadora do BRTV Max, canal especializado na transmissão ao vivo de rodeios, eventos sertanejos e cultura country; além de atuar nas redes sociais, divulgando marcas e empresas. “Quem me conhece e me acompanha nas redes sociais, sabe do meu grande desejo de ser mãe. Por muito tempo, o trabalho acabou servindo como pretexto para adiar a realização desse sonho. No entanto, antes, eu vivia sem tanta organização; hoje, com a maternidade, me tornei muito mais disciplinada e consigo dar conta de tudo”, considera.

Michelli é casada com Cristiano Vieira, com quem está há sete anos. Nesse período, passou três anos sem utilizar métodos contraceptivos. “Sempre fiz exames e nunca tive nenhum resultado que apontasse algo de errado. Consultei vários médicos. Se puder dar uma dica às mulheres, é de que busquem bons profissionais, façam exames específicos e, se possível, considerem a possibilidade do congelamento de óvulos. Depois de anos de tentativas, um médico chegou a afirmar que eu não engravidaria. O Cris ficou muito abalado e evitava tocar no assunto. Nós dois desanimamos. Aos 35 anos, eu já me sentia pressionada e decidimos iniciar um tratamento”, relembra. O que parecia o fim das tentativas se transformou em recomeço. Após muita pesquisa, o casal procurou uma nova clínica, desta vez em Ribeirão Preto, onde descobriram que os exames anteriores foram realizados de forma incorreta, comprometendo os resultados. “Em uma semana, já tínhamos um diagnóstico: o problema estava nas trompas”, conta Michelli.

“Por muito tempo, o trabalho acabou servindo como pretexto para adiar a realização desse sonho. No entanto, com a maternidade, me tornei muito mais disciplinada e consigo dar conta de tudo.”

Diante disso, o método indicado foi a Fertilização in Vitro (FIV), um tratamento de reprodução assistida no qual a fecundação do óvulo pelo espermatozoide ocorre em laboratório, envolvendo estimulação ovariana, coleta de gametas, fertilização, cultivo do embrião e posterior transferência para o útero. “É um processo intenso, com grande carga hormonal, fisicamente e emocionalmente desafiador. Mas o sonho era maior do que qualquer dificuldade”, afirma Michelli. Após a primeira transferência embrionária, ela decidiu compartilhar sua jornada nas redes sociais, como forma de orientar e apoiar outras mulheres. “Fiquei decepcionada por termos conseguido apenas um embrião, mas imensamente feliz quando soube da gravidez”, revela.

Pouco tempo depois, um sangramento trouxe preocupação. Havia a suspeita de uma gravidez ectópica, uma condição grave em que o embrião se desenvolve fora do útero. É uma emergência médica, pois o feto não sobrevive e há risco de ruptura, causando sangramento interno fatal. Os sintomas incluem dor abdominal e sangramento, exigindo diagnóstico rápido via exame BHCG e ultrassom para tratamento com medicamentos ou cirurgia. Mesmo em meio a uma viagem de trabalho, o casal enfrentou uma corrida contra o tempo até Ribeirão Preto, com paradas ao longo do trajeto para garantir o repouso necessário. A confirmação veio acompanhada de uma decisão difícil: Michelli precisou passar por uma cirurgia para retirada da trompa esquerda e do embrião. “Foi muito traumático, mas prometemos que não desistiríamos”, relata. A perda, com seis semanas de gestação, foi comunicada à família com profunda tristeza.

Michelli Soares Foto: Bela Lima

Esperança. “O sonho era maior do que qualquer dificuldade”

Michelli Soares Foto: Bela Lima

Condição. “Por muito tempo, o trabalho acabou servindo como pretexto para adiar a realização desse sonho”

Determinados, Michelli e Cristiano retomaram o tratamento. Foram inúmeras idas e vindas a Ribeirão Preto até a realização de uma nova transferência. Dessa vez, quatro embriões foram formados, sendo três considerados aptos. Um foi transferido. Sem perderem a fé, Cristiano e Michelli relembram, emocionados, os sinais e as provações que viveram antes de conhecerem o resultado da transferência. Durante esse período, Michelli compartilhou diversos vídeos, registrando momentos de expectativa e ansiedade. “Dez dias depois, fizemos o teste. Eu estava trabalhando na ExpoLondrina. O primeiro deu negativo, pois fiz antes do tempo. No dia seguinte, refiz e deu positivo. Para confirmar, fiz o exame de sangue, novamente positivo. Mesmo com a rotina intensa de trabalho, não deixei de cumprir minha agenda. Pegamos um voo do Mato Grosso para Ribeirão Preto, para a realização do ultrassom. Foi emocionante saber que estava tudo bem”, se recorda.

Com receio de uma nova perda, Michelli só conseguiu relaxar a partir da 20ª semana de gestação: “Consegui cumprir todos os compromissos da minha agenda e, com a maternidade, ganhei ainda mais fôlego para trabalhar. Minha participação em eventos aumentou. Aconteceu exatamente o contrário do que eu temia: não deixei de ser contratada por me tornar mãe”. O Chá Revelação seria inicialmente realizado em grande estilo, durante a DivinaExpo, em Divinópolis (MG). “Planejamos tudo para acontecer num evento muito importante para mim; um telão exibiria um vídeo especial, produzido por um amigo querido, revelando se seria Gael ou Manuela”. No entanto, o período de repouso impediu a realização. Foi então que surgiu uma ideia inusitada: “Eu estava ansiosa para descobrir e não queria esperar. Tive a ideia de anunciar no Cine Teatro Matão, a única opção que o Cristiano aceitou. Fui até lá, expliquei a situação, pedi com carinho e conseguimos”. A revelação aconteceu no dia 29 de junho, em um momento íntimo, ao lado de familiares e amigos próximos.

Manuella nasceu em uma manhã de domingo, no dia 10 de dezembro de 2023. Nos primeiros meses de vida da filha, Michelli diz que se tornou ‘uma leoa’, não por ciúmes, mas por cuidado e proteção: “Não desgrudava um minuto dela e rezava muito para que minha filha não carregasse nenhum trauma de tudo o que vivi”. A rotina se estabilizou rapidamente. Com apenas três meses, Manuella já acompanhava os pais pelo Brasil. Aos oito meses, esteve em seu primeiro rodeio, em Barretos. Em 2025, com um ano e oito meses, a família passou a utilizar um trailer para facilitar a rotina durante o rodeio de Barretos. “Ela viveu Barretos intensamente”, conta Michelli, emocionada.

Hoje, com dois anos e quatro meses, Manuella acompanha os pais em todos os compromissos e demonstra afinidade com o universo do rodeio. Aos 39 anos, Michelli já se prepara para a transferência do segundo embrião. Ao refletir sobre a trajetória, o casal é unânime: “Os planos de Deus são perfeitos, mesmo quando não são os nossos. Sempre tivemos fé e força para não desistir”.

“Os planos de Deus são perfeitos, mesmo quando não são os nossos. Sempre tivemos fé e força para não desistir.”
— Michelli e Cristiano
Michelli Soares e Manuella Foto: Bela Lima
Michelli, com Manuella e Cristiano. “Sempre tivemos fé e força para não desistir”
Michelli Soares Foto: Bela Lima
Futuro à vista. Michelli já se prepara para transferência do segundo embrião
Publicidade
Gastronomia  ·  Dia das Mães

À mesa com

Amanda

Um menu em três tempos assinado pela chef Amanda Botelho — da frescura do tomate maduro ao osso que se rende em oito horas de fogo baixo, e termina no doce silêncio de uma panna cotta. Uma homenagem à paciência, ingrediente que toda mãe conhece.

Amanda Botelho
Amanda Botelho
Chef · Cozinha italiana contemporânea
Siga no Instagram @amandanamassa
Chef Amanda Botelho
“Cozinhar devagar é um jeito de dizer que você tem tempo para alguém.”
Salada Caprese Clássica
I Entrada

Salada Caprese clássica

Ingredientes

  • — 3 tomates maduros
  • — 2 bolas de mozzarella de búfala fresca
  • — Folhas frescas de manjericão
  • — Azeite de oliva extra virgem
  • — Sal a gosto
  • — Pimenta do reino

Modo de preparo

Corte os tomates em rodelas médias. Escorra e corte as bolas de mozzarella de búfala em fatias médias. Em um prato, intercale as fatias de tomate, de mozzarella e folhas de manjericão. Regue com azeite. Tempere com sal e pimenta.


II Prato Principal

Lasanheta de Ossobuco

ossobuco de cozedura longa, bechamel, demi glace e parmesão

Lasanheta de Ossobuco

A lasanheta finalizada

i. Massa fresca
  • — 400 g de farinha de trigo tipo 00
  • — 200 g de ovos

Misture a farinha e os ovos até formar uma massa lisa e homogênea. Descanse 30 min coberta. Abra e corte 8 folhas (15 × 25 cm). Cozinhe 30 s em água fervente, choque no gelo e reserve.

ii. Recheio de Ossobuco
  • — 3 kg de ossobuco
  • — 240 g de cada: cenoura, salsão, alho-poró e cebola com casca
  • — Extrato de tomate
  • — Tomilho fresco
  • — Sal e pimenta

Sele o ossobuco. Besunte os legumes com azeite e extrato de tomate e asse até dourar. Junte tudo em panela funda, cubra com água, adicione tomilho e cozinhe em fogo baixo por 6 a 8 horas, sem tampa. Desfie a carne e tempere.

iii. Demi Glace

Coe o caldo da panela, resfrie e retire a gordura solidificada. Reduza em fogo até o ponto napê — quando cobre levemente as costas da colher.

iv. Bechamel
  • — 50 g de manteiga
  • — 50 g de farinha
  • — 1 L de leite
  • — Sal e noz-moscada

Derreta a manteiga, junte a farinha (2 min). Adicione o leite mexendo com fouet, deixe ferver. Tempere e cozinhe por 7 min até encorpar.

v. Montagem

Misture o bechamel ao ossobuco desfiado. Em forma alta untada (17×25×10 cm), alterne massa, recheio e muçarela até 7 camadas; finalize com massa. Cubra com alumínio e asse a 180 °C por 30 min. Resfrie, refrigere e corte fatias de 2 cm.

vi. Parmesão & Finalização
  • — 800 ml de creme de leite fresco
  • — 400 g de parmesão ralado

Ferva o creme, desligue, incorpore o parmesão e bata no liquidificador. Grelhe a fatia em manteiga. Sirva com molho de parmesão de um lado e demi glace do outro. Finalize com azeite e tomilho.


III Sobremesa  ·  4 porções

Panna Cotta

com calda de frutas vermelhas

i. Creme

  • — 500 ml de creme de leite fresco
  • — ¼ xícara de açúcar
  • — 3 folhas de gelatina incolor
  • — Semente de 1 fava de baunilha

Hidrate a gelatina em água gelada por 5 min, até amolecer. Aqueça o creme de leite, o açúcar e a baunilha até começar a ferver; mantenha por 3 min. Escorra a gelatina e dissolva no creme ainda quente. Distribua em forminhas e leve à geladeira por pelo menos 5 horas.

ii. Calda de frutas vermelhas

  • — 2½ xícaras de frutas vermelhas
  • — Suco de 2 limões
  • — 1½ xícara de açúcar

Numa panela, misture as frutas com o açúcar e o suco de limão. Leve ao fogo baixo e cozinhe por cerca de 20 min, até formar uma calda grossa. Transfira para uma tigela, deixe amornar e sirva sobre a panna cotta desenformada.

Panna Cotta com calda de frutas vermelhas

Gente & Cia.

Feliz Dia das Mães! Essa é a mensagem para todas aquelas que exercem o papel mais nobre do mundo. Vocês são o porto seguro de todas as gerações, a força que move, que alegra, que ama sem medidas. Que a beleza de ser mãe seja celebrada não apenas hoje, mas em cada gesto de coragem que vocês demonstram todos os dias.

Publicidade
Publicidade
Publicidade

Social Night

O Dia das Mães é uma data que nos convida a celebrar o amor em sua forma mais pura, forte e transformadora. Ser mãe é exercer, todos os dias, o dom de cuidar, ensinar, acolher e amar de maneira incondicional. É ser porto seguro nos momentos difíceis e alegria constante nas conquistas mais simples.

Nesta ocasião tão especial, rendemos nossa homenagem a todas as mães – às que estão presentes no dia a dia, às que acompanham com o coração (mesmo à distância) e àquelas que vivem eternamente em nossa memória. Cada uma, à sua maneira, deixa um legado de amor, valores e dedicação que atravessa gerações.

Que este Dia das Mães seja repleto de carinho, reconhecimento e gratidão. Que nunca faltem abraços sinceros, palavras de afeto e momentos compartilhados. Afinal, mãe é sinônimo de amor que não se mede, não se explica – apenas se sente.

Feliz Dia das Mães!

Publicidade
Publicidade